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quarta-feira, maio 11, 2005

Arrogância VS Humildade

Há pessoas que partem, desde logo, do principio que são mais inteligentes do que os outros, ou então, que os outros são ignorantes.
E para cúmulo dizem-no de “boca cheia”.
Calma… os outros também lêem jornais (inclusive económicos), revistas, frequentam bibliotecas e inteiram-se tanto de novas como de antigas edições nas livrarias, a maioria já terá acesso à Internet e a informação, hoje em dia, já é bastante acessível para quem se interesse ou tenha curiosidade sobre certos temas.
Agora… quando se está a falar publicamente a partir do princípio que se é dono da sabedoria única, não é nada de se louvar, apenas demonstra uma arrogância desmedida em se querer sobrepor.
Tenha-se um pouco de humildade.
A modéstia fica sempre bem.

Presenças

A presença foi notada.
Foi a bofetada (de “luva branca”) mais elegante e politicamente correcta que alguma vez presenciei.

Nervosismo

O nervosismo faz coisas terriveis:
- O estar e não estar.
- O enrubescer fácil.
- O tremor incontrolável.
- O tropeçar das palavras.
Para chegar a que conclusão?
Convenceu ou eles adormeceram?

domingo, maio 08, 2005

Incertezas da personalidade

Ele pensava que tinha uma personalidade forte e as suas palavras primavam pelos valores da amizade, mas lamentava.
Lamentava que, por vezes, sentia que não se importavam com ele ou com o que ele pensava. Isto acontecia quando não era convidado para certos convívios sociais.
Passados uns tempos concretizou aquilo que desejava, começou a participar neles e foi a partir daí que aconteceu a coisa mais estranha.
Tudo aquilo que, anteriormente, ele não gostava que lhe fizessem, fazia agora aos outros, áqueles que sempre o apoiaram e sempre estiveram lá quando ele precisou.
Pelos vistos, os seus valores não estavam assim tão acima como queria fazer crer.

sexta-feira, maio 06, 2005

Um amigo

Tenho um amigo que quase todos os dias me surpreende com histórias sobre os seus filhos. Digo surpreende porque após ler diariamente sobre crianças maltratadas vem esta "santa alma" (por vezes até soft demais) falar sobre os seus com tanto amor. Transmitindo até uma sensação de bem estar e alegria que me trespassa o coração. É bom saber que, ainda há lares em que as crianças vivem com alegria e amor, pena é que os bons exemplos, muitas das vezes, não são seguidos.

terça-feira, maio 03, 2005

Mais um dia...

Mais um dia e tudo na mesma, as mesmas caras, os mesmos sitios, as mesmas conversas. Que aborrecimento. :(

PS: Boa sorte Papoila. Força, se não der e como dizem "os outros" bate em todos.

quinta-feira, abril 28, 2005

Culpa

Com culpa, sem culpa
Pede desculpa.
Ser desculpável, não ser desculpável.
Culpa, culpa, culpa...
ARRGGGHHHHHHHH...

quarta-feira, abril 27, 2005

Micro-contos

Durante o mês de Maio haverá lugar a um concurso de micro-contos Mário Henrique Leiria.
Mais uma boa iniciativa para quem tem gosto pela escrita, e uma boa aposta para divulgar os talentos que andam espalhados pela blogosfera lusófona.
Inscrevam-se e participem.
As informações sobre o concurso e o seu regulamento encontram-se em leituras com net.

Um momento

O seu ar compenetrado revelava a absorção das palavras ali ditas.
Parava, por vezes, para rabiscar no seu caderno.
E, novamente, se voltava a ver na sua face aquele olhar atento.

PS: simplesmente um momento verde :)

terça-feira, abril 19, 2005

Sonnet CXXX

"My Mistress' eyes are nothing like the sun;
Coral is far more red than her lips' red;
If snow be white, why then her breasts are dun;
If hairs be wires, black wires grow on her head.
I have seen roses damasked, red and white,
But no such roses see I in her cheeks;
And in some perfumes is there more delight
Than in the breath that from my mistress reeks.
I love to hear her speak, yet well I know
That music hath a far more pleasing sound;
I grant I never saw a goddess go;
My mistress, when she walks, treads on the ground:
And yet, by heaven, I think my love as rare
As any she belied with false compare"
De W. Shakespeare
W.S. consegue, neste pequeno soneto, deitar por terra toda a linha poética feita até então, e que mesmo nos dias de hoje se faz, em que é usada a comparação entre a beleza mulher e tudo o que de mais belo há na natureza. Faz, como que, ironicamente, uma crítica às descrições convencionais da beleza feminina, admitindo, por sua vez, que, embora, a beleza da sua "amada" seja menos explêndida e mais natural, a ama e que a sua beleza é tão rara como a de qualquer outra mulher que é falsamente supra-elogiada.

segunda-feira, abril 04, 2005

E o Blog?

Estou triste, um dos meus blogs favoritos desapareceu. Melhor, saiu do ar. Espero que o seu autor o continue ou recomeçe de novo, mesmo em outro servidor. Vou sentir a falta das visitas diárias que lhe fazia e dos posts que por vezes lia repetidamente. :(

terça-feira, março 22, 2005

Antes da Morte

Sentiu um calafrio, como uma premonição do que a esperava. Algo estava errado.
Seguia pela rua.
A neblina cobria tudo à sua volta. O silêncio imperava e sombras vagueavam perdidas. O cheiro da morte rondava no ar
Nessa noite o seu semblante estava sombrio, os seus pensamentos agravados pela possibilidade da perseguição.
Sim, ela seguia-a, podia sentir a sua presença e até, por vezes, vislumbrar o reflexo momentâneo da sua foice.
Corria, agora.
A sua respiração ofegante ressoava e o mero ruído sobressaltava o seu coração que batia desassossegadamente. Gotas de suor escorriam pela sua face.
Chegou à porta e desesperadamente tentava achar a chave no mundo que era a sua mala.
Ouvia os seus passos cada vez mais perto.
Achou, abriu, entrou, fechou.
Finalmente, a segurança, o seu canto.
Bateram à porta.
Sobressalto, perdera o controle das suas mãos e pernas. Tremiam sem parar.
Era ela, estava à sua espera nas suas vestes negras.
Não havia outro caminho…

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

O sorriso...

A alegria que um simples sorriso de uma criança nos pode trazer...

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Emoções

Emoções que se entrelaçam no coração.
Emoções numa dicotomia que toca os extremos do bem e do mal.
Que levam a pensamentos extremos;
Que geram um turbilhão de pensamentos.
Que fazem chocar as palavras que teimam em não sair.
Palavras perdidas;
Palavras feias;
Palavras que abrirão feridas;
Palavras que mereciam ser ouvidas.
Mas no fundo palavras reprimidas;
Talvez por respeito por uma "certa amizade"
Talvez, talvez, talvez... um dia as diga.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Desespero

De repente senti-me perdida.
Perdida nas palavras que chocavam entre si,
que íam e vinham a uma velocidade estonteante.
E ele não parava.
Tal qual uma fonte em que a água não se esgota.
E o comboio continuava, as letras descarrilavam...
Perdi o norte por completo.
Onde estava uma bússola?
Só queria sair dali...
Já não podia mais.
E uma voz soou-me no ouvido:
-Tem calma.

(E fiquei. Felizmente sei que o N("bixo" carnivoro :D)
vai resolver tudo no sábado.)

terça-feira, janeiro 18, 2005

Novo projecto - ATULEIRUS

O esboço surgiu numa pequena incursão noctívaga, com saborosíssimas “tapas” pelo meio e como não poderia deixar de ser, muito bem regadas. Tudo isto, num ambiente que poderia lembrar a famigerada época das tertúlias portuguesas e da boémia do não menos famoso Bocage e seus amigos.
Vi este traçado surgir como uma nova aposta, assente na verdade e criado, não por um grupo mas, por um círculo de amigos que se regem por relações de amizade e respeito pelas diversas diferenças inerentes a cada um.
E agora este projecto, cujo nome foi condignamente dado de Atuleirus, tomou a sua forma no Weblog.

Viagens de METRO

Devido ao factor tempo passei a utilizar o metro como meio de transporte, desligando-me da condução diária, que nos nossos dias se tornou quase absurda, nesta selva em que as avenidas de Lisboa se tornaram.
Estas pequenas jornadas foram, aos poucos e poucos, enchendo-se de monotonia.
Dia após dia, somente consigo vislumbrar tristes olhares, rostos perdidos, pensamentos insondáveis e apesar de fragmentos de sorrisos cúmplices nem um semblante de verdadeira felicidade, nem uma sombra de júbilo.
Apenas meras presenças, meros corpos, almas díspares. Numa multiplicidade de diferenças num mesmo local.
Seremos nós, povo, mesmo assim?
Estaremos mesmo destinados a uma vida de triste fado?

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Amigos

Obrigado, a TODOS...
Adorei a surpresa.
Tanto dos que estavam presentes como daqueles que me telefonaram.
Nunca festejo o meu aniversário e desta vez deixaram-me sem palavras, amei. E fui bem "apanhada", no sentido positivo, é claro.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Abstrair

Por vezes o facto de alguém se abstrair da presença de outrém vale mais que muitas palavras.

terça-feira, janeiro 04, 2005

A Praia (3)

A Praia - Verão 92

Manhã... ouvia-se o som das ondas a rebentarem... saímos... andámos pelo estreito caminho que ía dar à praia... ondas do mar, rochas, o sol a aparecer por entre a neblina. Era assim que todas as manhãs deviam ser...
Depois, corremos para o mar. Estava gelado, mas mesmo assim soube-nos bem. Não me consigo lembrar da última vez que me senti tão acordada. Logo a seguir corremos outra vez, mas para as toalhas para nos secarmos. Decidimos passear; o vento marítimo estava fresco mas não frio, o céu ficou mais limpo que o costume e as praias por onde passávamos estavam estranhamente desertas. Noutros dias, por aquela altura, já estariam alagadas de gente.
Sentámo-nos... começou-se a ouvir as ondas do mar a rebentar a alguns metros abaixo de nós. Por vezes ouvia as ondas - era uma sensação óptima e sempre pensava a mesma coisa que pensava sempre que me sentia assim: devia fazer aquilo mais vezes. Mas lembrava-me que aquela poderia ser a última e ainda me sabia melhor... continuei a olhar a rebentação...
Almoço... sim, a fome tinha chegado... levantámo-nos e decidimos ir almoçar numa daquelas esplanadas da praia, construídas para que as pessoas possam sair da praia e admirar a paisagem enquanto comem. Existia uma variante, aquelas esplanadas onde paravam os surfs a ouvir sting e a comer cachorros quentes ou hambúrgueres, ao mesmo tempo que bebiam uma cola.
Voltámos em direcção ao ponto de partida... andávamos na passadeira da praia, desta vez, já por entre a multidão - por aqui - disse-me ela dirigindo-se a uma das esplanadas da praia. Eu voltei-me, por momentos, para observar o tipo de pessoas que passeavam na passadeira. Quando voltei a olhar para a minha amiga... ali estava ela, a chatear-se de morte com um surfista...
Enquanto comia o meu hambúrguer olhava para o sol, para o mar, ouvia a música... claro, a esplanada tinha música... e observava as ondas a rebentarem nas rochas.
...nada era mais perfeito...
Tarde...os cabelos voavam suavemente com a brisa marítima, o sol descrevia o ângulo perfeito das três da tarde que se reflectia no rebentar das ondas. Passeámos ao longo da praia e durante bastante tempo nenhuma de nós disse nada. Viam-se somente as ondas, a fazerem barulho de ondas.
O sol já se tinha posto, e as ondas do lusco-fusco vinham pequenas e em série. Ficámos à espera da onda certa...
Estáva frio, e voltámos para casa...
Noite... decidimos ir até à vila beber qualquer coisa... tomámos o caminho da praia... o ar da meia noite estáva fresco e o céu estáva limpo... olhei para o mar e para uma lua perfeitamente cheia, enquanto os meus ouvidos se enchiam com o ritmo das ondas. Tentei concentrar-me no mar. O maior corpo de água do mundo inteiro, ao mesmo tempo beleza e terror... juntos. Limitei-me a ver o luar... as ondas rebentavam a uns dois metros atrás de nós... a maré estava cheia... lua... oceano...
E ao longe os nossos amigos já assinalavam a sua presença na esplanada do bar... acenando.