terça-feira, março 29, 2005

Ana Carolina - Quem de nós dois

by versão: Dudu Falcão / Ana Carolina

Eu e você
Não é assim tão complicado
Não é difícil perceber
Quem de nós dois
Vai dizer que é impossível
O amor acontecer
Se eu disser que já nem sinto nada
Que a estrada sem você é mais segura
Eu sei você vai rir da minha cara
Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar
Teu sorriso é só disfarce
E eu já nem preciso
Sinto dizer
Que amo mesmo,
Tá ruim pra disfarçar
Entre nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além do que já combinamos
No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra-mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida
Eu procurei
Qualquer desculpa
Pra não te encarar
Pra não dizer
De novo e sempre a mesma coisa
Falar só por falar
Que eu já não tô nem aí pra essa conversa
Que a história de nós dois não me interessa
Se eu tento esconder meias verdades
Você conhece o meu sorriso
Lê no meu olhar
Meu sorriso é só disfarce
Por que eu já nem preciso
E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida

segunda-feira, março 28, 2005

Jean-Jacques Rousseau

"Nenhum homem tem autoridade natural sobre o seu semelhante e, uma vez que a força não produz nenhum direito, restam as convenções como base legítima de toda autoridade entre os homens."

domingo, março 27, 2005

quinta-feira, março 24, 2005

filename: Vingança tremenda vingança

"-Vemo-nos no domingo?
-Não, tenho o week-end marcado com um amigo...
-Uma amiga, queres tu dizer.
-Não, um amigo, tu conhece-lo, é aquele que estava no bar comigo na semana passada. Prometi-lhe, não vais querer com certeza que volte com a palavra atrás?
-Não voltes com a tua palavra atrás, mas não venhas fazer-me... Por favor, tenho de receber um autor.
-Um génio para lançar?
-Um miserável para destruir.
Um miserável para destruir."
U.E.

terça-feira, março 22, 2005

Antes da Morte

Sentiu um calafrio, como uma premonição do que a esperava. Algo estava errado.
Seguia pela rua.
A neblina cobria tudo à sua volta. O silêncio imperava e sombras vagueavam perdidas. O cheiro da morte rondava no ar
Nessa noite o seu semblante estava sombrio, os seus pensamentos agravados pela possibilidade da perseguição.
Sim, ela seguia-a, podia sentir a sua presença e até, por vezes, vislumbrar o reflexo momentâneo da sua foice.
Corria, agora.
A sua respiração ofegante ressoava e o mero ruído sobressaltava o seu coração que batia desassossegadamente. Gotas de suor escorriam pela sua face.
Chegou à porta e desesperadamente tentava achar a chave no mundo que era a sua mala.
Ouvia os seus passos cada vez mais perto.
Achou, abriu, entrou, fechou.
Finalmente, a segurança, o seu canto.
Bateram à porta.
Sobressalto, perdera o controle das suas mãos e pernas. Tremiam sem parar.
Era ela, estava à sua espera nas suas vestes negras.
Não havia outro caminho…

terça-feira, março 15, 2005

Memórias

Sábado à noite, um jantar, Cascais, e o prazer de boa companhia.
Uns copos, boa música.
O reaviver de velhas memórias.

Foreigner - Urgent

"You're not shy, you get around
You wanna fly, don't want your feet on the ground.
You stay up, you don't come down
You wanna live, you wanna move to the sound.
Got fire, in your veins
Burnin' hot but you don't feel the pain
Your desire, is insame
You can't stop until you do it again.
Sometimes I wonder as I look in your eyes
Maybe you're thinking of some other guy;
But I know
yes, I know, how to treat you right -
That's why you call me in the middle of the night.
You say it's urgent - so urgent
U-u-u-urgent - just you wait and see
How urgent our love can be - it's urgent!
You play tricks on my mind
You're everywhere, but you're so hard to find
You're not warm or sentimental
You're so extreme, you can be so temperamental.
But I'm not looking for a love that will last
I know what I need and I need it fast.
Yeah, there's one thing in common that we both share
That's a need for each other anytime, anywhere.
It gets so urgent - so urgent - you know it's urgent -
I wanna tell you it's the same to me - so-o-o-o urgent!
Just you wait and see how urgent our love can be -
It's urgent!
You say it's urgent - make it fast - make it urgent
Do it quick - do it urgent - gotta rush - make it urgent
Want it quick - make it urgent - urgent emergency
Urgent - urgent emergency
Urgent
urgent
urgent
urgent emergency
..."

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Emoções

Emoções que se entrelaçam no coração.
Emoções numa dicotomia que toca os extremos do bem e do mal.
Que levam a pensamentos extremos;
Que geram um turbilhão de pensamentos.
Que fazem chocar as palavras que teimam em não sair.
Palavras perdidas;
Palavras feias;
Palavras que abrirão feridas;
Palavras que mereciam ser ouvidas.
Mas no fundo palavras reprimidas;
Talvez por respeito por uma "certa amizade"
Talvez, talvez, talvez... um dia as diga.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Influências...

"Qual a influência oculta que actua através da imprensa, por detrás de todos os movimentos subversivos que nos cercam? Há diversos poderes de acção? Ou há um único Poder, um grupo que dirige todos os outros, o círculo dos Verdadeiros Iniciados?"

N. Webster, Secret Societies and Subversive Movements, p.348

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

A lista

"A lista n.º 5, seis camisolas interiores, seis cuecas e seis lenços, sempre enigmou os estudiosos, principalmente pela total ausência de peúgas."

De: Woody Allen, em Getting even, New York Random House 1966, ed. port.: Para Acabar de Vez com a Cultura, Lisboa, Bertrand, 1980, p. 12.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

O terrorista, ele observa

"A bomba explodirá no bar às treze e vinte.
Agora são apenas treze e dezesseis.
Alguns terão ainda tempo para entrar;
alguns, para sair.
O terrorista já está do outro lado da rua.
A distância o protege de qualquer perigo.
E, bom, é como assistir a um filme.
Uma mulher de casaco amarelo, ela entra.
Um homem de óculos escuros, ele sai.
Jovens de jeans, eles conversam
Treze e dezessete e quatro segundos.
Aquele mais baixo, ele se salvou, sai de lambreta.
E aquele mais alto, ele entra.
Treze e dezessete e quarenta segundos.
A moça ali, ela tem uma fita verde no cabelo.
Mas o ônibus a encobre de repente.
Treze e dezoito.
A moça sumiu.
Era tola o bastante para entrar, ou não?
Saberemos quando retirarem os corpos.
Treze e dezenove.
Ninguém mais parece entrar.
Um careca obeso, no entanto, está saindo.
Procura algo nos bolsos e
às treze e dezenove e cinqüenta segundos
ele volta para pegar suas malditas luvas.
São treze e vinte.
O tempo, como se arrasta.
É agora.
Ainda não.
Sim, agora.
A bomba,
ela explode."

De: Wislawa Azymborska

[traduzido por Nelson Ascher a partir da versão inglesa
de Adam Czerniawski
e da norte-americana de Magnus J. Krynski e
Robert A. Maguire]

terça-feira, janeiro 25, 2005


O Pêndulo de Foucault Posted by Hello

Destaque: O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco

Este livro de Umberto Eco surgiu no seguimento editorial do “O Nome da Rosa”. Tive o prazer de adquirir o "O Pêndulo de Foucault" em 1991, após a leitura do livro que referi, mas essa vez foi diferente das outras, comecei a lê-lo por quatro vezes e só na quinta é que o finalizei, coisa que nunca me tinha sucedido antes. Agora vi-o em destaque numa das livrarias que frequento e na minha singela opinião é uma mais valia para a literatura.
Há quem diga que "O Pêndulo de Foucault" é um livro monótono e entediante, eu considero que não. É um livro especial e que requer particular interesse.
A meu ver supera, em muito, o "O Nome da Rosa". Num sentido de encontrar uma congruência racional da universalidade e denunciar os irracionalismos coetâneos, Umberto Eco intenta uma intencional mistificação da história secreta dos Templários, em todo um enredo que gira em torno do esoterismo e das sociedades secretas.
Esta obra contém algo de eterno, um mesclado de literatura com o estudo do comportamento humano, com passagens por Itália, Portugal, França - um começo que retorna si mesmo em Paris e que no titânico Pêndulo de Léon Foucault e no seu perpétuo movimento percorre a melancolia do saber absoluto.

E tudo começa assim:

"Foi então que vi o Pêndulo.
A esfera, móvel na extremidade de um longo fio fixado na abóbada do coro, descrevi as suas amplas oscilações com isócrona majestade…"

quinta-feira, janeiro 20, 2005

O croquete do dia

O Shrek só comeu um croquete ao almoço. Será dieta? ou apenas contenção de despesas?
Já imaginaram o Shrek sem aquela bela barriguinha?
Nãoooooooooooo.....
Após um bombardeamento de perguntas só se ouviu...Muuuuuuuu.....
Grita o Manteiguinhas lá do canto:
- Põe o som da selva.
O Alguém perguntou:
- Mas do que é que estão a falar?
E o "bixouzinho" amuou:
- Não me deixam perguntar nada.
Está bem, está bem, retorquiu o Shrek, continua lá.
Mas afinal, ele só queria umas festinhas da sua carochinha.
Quanto a mim, só tive direito a um:
- Cala-te e bebe o chá.

(Uma brincadeirinha, com muito carinho para os meus amigos.)

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Desespero

De repente senti-me perdida.
Perdida nas palavras que chocavam entre si,
que íam e vinham a uma velocidade estonteante.
E ele não parava.
Tal qual uma fonte em que a água não se esgota.
E o comboio continuava, as letras descarrilavam...
Perdi o norte por completo.
Onde estava uma bússola?
Só queria sair dali...
Já não podia mais.
E uma voz soou-me no ouvido:
-Tem calma.

(E fiquei. Felizmente sei que o N("bixo" carnivoro :D)
vai resolver tudo no sábado.)

terça-feira, janeiro 18, 2005

Novo projecto - ATULEIRUS

O esboço surgiu numa pequena incursão noctívaga, com saborosíssimas “tapas” pelo meio e como não poderia deixar de ser, muito bem regadas. Tudo isto, num ambiente que poderia lembrar a famigerada época das tertúlias portuguesas e da boémia do não menos famoso Bocage e seus amigos.
Vi este traçado surgir como uma nova aposta, assente na verdade e criado, não por um grupo mas, por um círculo de amigos que se regem por relações de amizade e respeito pelas diversas diferenças inerentes a cada um.
E agora este projecto, cujo nome foi condignamente dado de Atuleirus, tomou a sua forma no Weblog.

Viagens de METRO

Devido ao factor tempo passei a utilizar o metro como meio de transporte, desligando-me da condução diária, que nos nossos dias se tornou quase absurda, nesta selva em que as avenidas de Lisboa se tornaram.
Estas pequenas jornadas foram, aos poucos e poucos, enchendo-se de monotonia.
Dia após dia, somente consigo vislumbrar tristes olhares, rostos perdidos, pensamentos insondáveis e apesar de fragmentos de sorrisos cúmplices nem um semblante de verdadeira felicidade, nem uma sombra de júbilo.
Apenas meras presenças, meros corpos, almas díspares. Numa multiplicidade de diferenças num mesmo local.
Seremos nós, povo, mesmo assim?
Estaremos mesmo destinados a uma vida de triste fado?

sexta-feira, janeiro 14, 2005

O Percurso Diário

"Eu vou por este sol além
e ele é quotidiano até ao fim
como se até hoje ninguém
tivesse no sol e fora do sol também
morrido a morte por mim"

De: Ruy Belo em Todos os poemas (A Cidade)

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Amigos

Obrigado, a TODOS...
Adorei a surpresa.
Tanto dos que estavam presentes como daqueles que me telefonaram.
Nunca festejo o meu aniversário e desta vez deixaram-me sem palavras, amei. E fui bem "apanhada", no sentido positivo, é claro.